Se você espera algo como "comecei a escrever aos dois anos, e aos quatro ganhei prêmio de redação", mude de site. Meu negócio era ballet, colônia-de-férias e desenho. Minha avó teve a coragem de decorar a sala com uma pintura estilo Jackson Pollock que fiz aos seis anos. Meus pais compravam blocos de folhas brancas e lápis-de-cores em atacado.

Nasci no Rio. Cresci nas areias do Leblon, na era pré-arrastão. Vivo em Manhattan desde 1995, e hoje colaboro paras diversas revistas brasileiras e mantenho o blog Só em Nova York , no site da TPM. Em 2006 publiquei minha primeira matéria no New York Times e em 2007, meu primeiro livro "Nova York do Oiapoque ao Chuí – relatos de brasileiros na cidade que nunca dorme". Meu Segundo livro, publicado em 2008, foi uma colaboração com o rabino Nilton Bonder, do Rio de Janeiro, e se chama "Tirando os Sapatos", uma bela viagem que ele fez pelo Oriente Médio.

Recebi meu diploma de jornalismo da PUC em 1993 Na época, eu transitava pelo meio publicitário. Estagiei nas agências J.W.Thompson e Contemporânea. E em São Paulo trabalhei brevemente na produtora JODAF. Em outubro de 1995, vim para Manhattan. Não fosse o preço dos aluguéis, o inverno e a falta de sorrisos, a vida aqui seria algo próximo à perfeição. Afinal, a violência é zero, a vida cultural é mil, e o Central Park é logo ali. E mais: em vez de adoração por carros de luxo, o luxo aqui é não ter carro. Mas voltando ao assunto, quando cheguei, fiz cursos de publicidade na New York University e estagiei no departamento de Relações Públicas da italiana Benetton Sportsystem , braço da empresa que patrocina esportes.

O ano era 1996, a Internet engatinhava e o modem era paleolítico. Mesmo assim, abraçei na novidade, escrevendo críticas de cinema para o saudoso site Eu Vi Primeiro. Em andanças, ainda conheci correspondentes brasileiros, de quem acabei aprendendo muito. Graças a eles - e suas esposas – passei a escrever para as revistas Gula, Ícaro, Viaje Bem e Quatro Rodas. No início de 1997, ingressei na primeira
equipe de brasileiros do Wall Street Journal Americas. A experiência foi uma escola de texto e de ética jornalística. Quando deixei o jornal, em 1998, mergulhei no site Aprendiz, no jornal carioca O Dia, e nas revistas da Editora Abril: Veja, Exame, Você S.A. e Super Interessante. Ainda surgiram delícias editoriais como as revistas República e Bravo, e o site No Ponto. No ano 2000, recebi o Prêmio Abril em conjunto com colegas pela reportagem de capa "Fui!", sobre a migração de profissionais para as empresas de Internet.

Em 2001 me convidaram para criar o departamento de comunicação do escritório nova-iorquino de Lily Safra, líder da Fundação Filantrópica Edmond J.Safra Durante os três anos em que ocupei esta posição, pude praticar francês e ainda fiz cursos na área de relaçãoes públicas. Ao deixar a empresa em junho de 2004, segui escrevendo para as revistas Veja, Superinteressante, NoMínimo, Exame, Ícaro, Aprendiz, Expressions, Galileu, Viagem e Turismo (incluindo guias sobre Nova York), Trip , Oi, TAM nas Nuvens, piauí, TPM, Época, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Época, Casa Cláudia Luxo, Contigo e ainda a Rádio CBN e o entrevistas exclusivas para a Sala de Notícias do Canal Futura. Tenho certeza que esqueci de algumas!

Neste site, você encontrará grande parte do portfólio produzido nestes anos em Nova York, Estados Unidos em geral, Europa e afins. Algumas reportagens e entrevistas antigas, como as publicadas em Bravo e República, estão de fora. Oh, well. Obrigada pela visita. Divirta-se!

---